segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Revista inclui Celso Amorim em lista de 'pensadores globais' de 2010 Ministro das Relações Exteriores aparece em 6º na lista da 'Foregin Policy'. Ele foi responsável por transformar o Brasil em uma potência, diz.

A lista dos cem "pensadores globais" mais importantes do mundo segundo a prestigiosa revista internacional "Foregin Policy" aponta o ministro brasileiro das Relações Exteriores Celso Amorim como o 6º lugar do seu ranking. A lista completa, que sai na edição de dezembro da publicação, foi divulgada neste domingo (28) no site da revista.

Veja a lista completa no site da revista, em inglês

Segundo a "FP", Amorim se esforçou para transformar o Brasil em uma potência internacional sem seguir cegamente o governo dos Estados Unidos nem romper com os americanos como fizeram outros governos de esquerda. A participação dele na negociação com o Irã, diz, "colocou o Brasil no mapa".

"Sob a liderança de Amorim, o Brasil abraçou entusiasticamente a aliança dos BRIC, com Rússia, Índia e China, que ele acha que tem o poder de 'redefinir a governabilidade mundial'".

A revista trouxe ainda uma longa entrevista com o ministro brasileiro.

A lista completa dos pensadores ainda cita a candidata derrotada à Presidência Marina Silva, mencionada em 32º lugar junto a outros líderes de partidos verdes.


Não canso de parabenizar o nosso grande Celso Amorim, que levou nossa dilpomacia a novos, e satisfatórios rumos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"Mulherzinha" iraniana ainda dando o que falar.

A TV estatal iraniana PressTV exibiu ontem (15) uma reportagem com uma mulher identificada como Sakineh Ashtiani, de 43 anos, que foi condenada à morte por adultério e homicídio – na qual ela disse ter “pecado” e sido enganada por advogados. No vídeo, a mulher afirmou que o primo do marido a convenceu a matar o cônjuge com a promessa de que ela teria uma “vida livre”. (Agência Brasil)


Bom, utilizarei o termo pecadora ao me referir a esse 'mulherzinha"; para não aplicar um mais depreciativo, e por respeito aqueles que acompanham esse Blog.

Vamos lá... Será AD ETERNUM o CIRCO armado em torno do caso dessa "pecadora"? Afinal, nesse mesmo período, em que tanto tem se dado espaço a tal julgamento, em toda mídia ocidental (subserviente a certos interesses), me faço algumas perguntas:

Será que no Japão, onde temos a penalidade de enforcamento, não houve nenhum ultimamente? E porque não se discute a plicação dessa "barbárie", segundo o Ocidente, naquele país?

Caso eu não esteja enganado, e acho que não estou, a terra do TIO SAN é o país onde mais se aplica a PENA DE MORTE, mensalmente, e onde grande número de inocentes são vitimados por tal penalidade; Outro dia desses mesmo, me deparei com a notícia de um caso muito parecido com o da pecadora iraniana, mas lá, a mulher teve uma injeção letal aplicada.Por qual motivo não vimos, e não temos o devido espaço para tal discussão na mídia do Ocidente?

Na Arábia Saudita (governo aliado dos EUA), outro dia desses, o Príncipe abusou sexualmente de um serviçal, vi apenas um pequena nota em um jornal; Nesse mesmo país mulheres são apedrejadas em praça pública corriqueiramente. No Iraque (sitiado pelos Yankees) a tempos atrás tivemos alguns enforcamentos em praça pública. No Afeganistão (ocupado),a um certo período de tempo, um casal foi vítima de uma penalidade desumana, segundo o Ocidente. Por quais motivos, no mesmo Oriente Médio, onde ligam os holofotes em cima do Irã, não os viram para países com governos aliados (leia-se subservientes) de USA, que são conduzidos, de fato, por Ditadores, ou Presidentes marionetes?

Muito pior que o caso da pecadora, são as criminosas sanções aplicadas ao Irã, onde o maior penalizado, é o povo persa; essas sim são um CRIME CONTRA OS DIREITOS HUMANOS. Já vimos o resultado dessas punições no Iraque.

Espero que agora fechem as cortinas, e o espetáculo armado em torno dessa pecadora seja finalizado. Deixem Dr. Ahmadinejad, e os Ayatolás, em paz, o único "pecado" desses, é enfrentar abertamente aqueles que visam dominar o Globo Terrestre.

E só para registro: enquanto falamos da pecadora, a algumas horas, os israelenses voltaram a pedir ao Tio San uma ação militar contra o País persa, essa é a terceira vez, em menos de um mês.

O INIMIGO DOS DIREITOS HUMANOS É OUTRO.

Reunião do G20, mais guerra cambial, e o Brasil.

Foi com a guerra cambial, protagozizada por EUA/CHINA, ocupando as manchetes dos jornais, que ocorreu, já tem alguns dias, a última reunião do G20 na Coréia do Sul, na qual Dilma participou pela primeira vez como Chefe de Estado. Como já era previsto, as discussões sobre uma solução consensual para o problema cambial dominaram o encontro das vinte maiores economias do Globo Terrestre, que juntas, respondem por 85% do PIB mundial. Não houve supresa alguma; tivemos mais uma vez os yankees jogando seus problemas nas costas dos outros, com suas típicas ações unilaterais, não medindo, ou ignorando, as consequências de seus atos em outros países.

Vale lembrar, que na década de 80 existiu um conflito de interesses parecido com esse que estamos vendo atualmente, mas, naquela época tinhamos grandes diferenças: os EUA enfrentavam o Japão, e não um gigante de fato, como a China; outro fator a ser considerado: é que o G20 era então G7; e hoje, inegávelmente, os americanos tem seu poder de influência enfraquecido. Devemos lembrar, também, que naquela situação, o Japão cedeu demais, em consequência disso, mergulhou em grave crise nos anos 90. Enfim, já era do conhecimento de todos que os chineses não iriam ceder as pretensões do Tio San. O mundo globalizado não é cooperativista, mas sim, competitivista. Os EUA almejavam uma solução para dois dias, a China pedia quatro anos para tal solução; tivemos um diálogo de surdos no G20.

No mais, os americanos continuam agonizando, com sua economia nocauteada; ainda estão mergulhados em uma crise bancária, e outra imobiliária, o país está com alto número de desemprego, e com seu consumidor interno desconfiado. A solução para nossos irmãos do norte é exportar, e farão o que for preciso pra isso. Uma das medidas adotadas, foi a de jogar 600 bilhões de dólares no mercado, e produzidos pelo Banco Central americano. Para venderem seus produtos para o exterior seguirão desvalorizando sua moeda. Tais medidas dificultam as exportações de países emergentes, como o Brasil, e ainda influênciam diretamnete na economia desses. Lamentávelmente, muitos brasileiros sofrendo da "síndrome de vira-latas", não vem a entender que nossos interesses, em muitos casos, diferem dos de USA.

Felizmente, ao contrário de dez anos atrás, quando 25% de nossas exportações eram para USA, hoje não temos com o que nos preocupar. Atualmente temos uma economia estável; a situação fiscal e muito melhor que a dez anos atrás. Nosso país está de fato estabilizado econômicamente. Vale também lembrar que nosso maior freguês, pra quem mais exportamos, é a China, com sua população de 600 milhões de habitantes, e a necessidade de manter seu PIB com um crescimento de 07% ao ano. Não dependemos mais dos EUA.

O Brasil agora deve investir em INFRA-ESTRUTURA (setor que tem sofrido imenso descaso desde a criação da República; amenizado durante o governo petista), ferroviária, rodoviária, hidroviária, e aeroviária. Esses investimentos se fazem de fundamental importância, tendo em vista que essa crise, tão abordada no G20, em nada afetará nosso grande crescimento que está por vir nos próximos cinco anos.


O G20 foi criado em 1999, o Grupo dos 20 reúne os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais de 19 países: Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos, além da União Europeia, representada no grupo pelo presidência rotativa de seu Conselho e pelo Banco Central Europeu. A próxima reunião desse grupos erá na França.

Em DEFESA da CPMF.

Pois bem, tenho ouvido muitas críticas ultimamente, em grande parte simplistas e oportunistas, em torno da possível volta da CPMF, hipótese essa levantada por nossa Presidente eleita. Sairei então em defesa desse imposto.

Primeiramente, gostaria de dizer aos que são contra a CPMF, por acreditarem que a volta desta , representaria aumento da carga tributária, estão totalmente equivocados, tendo em vista que o fim desse imposto: NEM CHEGOU PERTO DE ATINGIR O OBJETIVO DE REDUZIR TAL CARGA.

A experiência da CPMF, desde os anos 90, nos mostrou muitas vantagens. Esse é um tributo universal, com ampla base ; e tem a proporcionalidade à movimentação financeira do contribuinte, não sufoca a população de baixa renda, tem alta produtividade, baixa alíquota, custo reduzido para os contribuintes e para o governo, é praticamente impossível de ser sonegado; e radicalmente simples, com a dispensa de preenchimento de obscuros formulários, comum dos impostos declaratórios. Aliás, essas qualidades só não são reconhecidas por quem não quer.A CPMF é um ótimo imposto; tem custo praticamente zero, não afetou preços ou provocou desintermediação financeira; tudo se exprime em fluxo; não passa nada; há muito o que aprender com a CPMF. Portanto, todas essas virtudes da CPMF, A CONSAGRAM COMO UM TRIBUTO AMPLAMENTE EFICAZ.

É claro que a CPMF é um tributo que atende necessidades brasileiras e um mecanismo que encontra em nosso país condições perfeitas para absorver a onda simplificadora que domina as mudanças tributárias, tão debatidas a um tempo atrás nos Estados Unidos (onde voltaram ao foco de discussões) e implementadas em países da Europa. Esse imposto poderia ser usado para reduzir nossa carga tributária, no coletivo e pessoal, sendo utilizada para substituir impostos com altos números de sonegação, e grandes custos. A volta da CPMF representaria mais um estímulo para o crescimento de nossa economia.

A oposição, AO INVÉS DE ACHINCALHAR O PAÍS, deveria era gritar contra a proposta de um AUMENTO DE 56% para os parlamentares; enquanto o SALÁRIO MÍNIMO teria um reajuste de APENAS 07%. Isso sim, É UM DISPARATE.